A psicoterapia é um momento de ousadia!

Eu sinceramente compreendo quando as pessoas rejeitam o momento de psicoterapia, vivemos numa cultura que não tem costume de pensar nos sentimentos, li alguns artigos e inclusive um texto de Carl Roger no seu livro A Pessoa Como Centro, na qual diz que a ciência lamentavelmente preocupou-se em formar o homem do pescoço para cima.
A ciência juntamente com os centros acadêmicos estão preocupados em capacitar a humanidade para estarem prontos a acompanhar o ritmo frenético de desenvolvimento, com isso nessa preocupação, acredito eu que o  ser humano se desenvolveu muito do pescoço para cima, que é maravilhoso não posso negar, mas se esqueceu de levar em conta as emoções e evoluir nela também.

Desta maneira podemos dizer que não somos preparados a lidar com as emoções, a senti-las de maneira a entender que somos feito de emoção e razão e necessitamos equilibra-la em nós, ja que sentir faz parte de nossa condição humana, considerando pensar em nós e na nossa existência.

A impressão que tenho é que temos a obrigação somente de produzir, e claro  o mundo capitalista em muito contribuiu, você é o que tem, por isso temos que produzir,  ter , adquirir e etc.

E ai quando se tem uma ciência que trata das emoções parece abstrato, longe, na qual demonstrar nossos sentimentos, nossas fraquezas, defeitos parece de fato estranho a nós, queremos arrancar e resolver de maneira prática e rápida, porque parece que não nos pertence sentir, não temos tempo para lidar, porque se não somos engolidos, nos atrasa a "evolução".

O momento de psicoterapia, é se desprender de todas as amarras!

Este é o momento dar espaço para nos ouvir, sentir e nos perceber em nossa totalidade, percebendo que temos um tempo exclusivo para nós, mas que não há remédio, sistema ou mágica, que possa organizar sistematicamente, tudo muito rápido, a fim de equilibrar a nossas emoções e razões.

Com isso evoluir de fato é estabelecer um bom diálogo conosco, nos permitindo sentir quem somos e ser uma constante aprendizagem sobre nós mesmos.



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