Meu “Santo” não bateu com aquele Psicólogo!!!

Por que será que seu “santo” não bateu com seu psicólogo? Quando vamos iniciar uma psicoterapia é interessante que nos identifiquemos com o terapeuta, pois independente da abordagem que o mesmo segue, o vínculo é parte principal para o bom andamento da terapia.


Eu sempre busco escrever para o meu  público tudo que possa tornar a Psicologia mais próxima, pois acredito que o lugar da Psicologia é onde o ser humano está, ou seja,  em todos os lugares. E ai eu me pergunto por que a psicologia ainda tem acesso a poucos e tem uma característica tão elitista?! Talvez isso seja tema para um próximo texto, mas entendo que ela tem que estar mais próxima a qualquer hora e em todo qualquer lugar.

E  eu como psicóloga quero contribuir para que aos poucos, o máximo de pessoas estejam mais próximas e esclarecidas sobre a psicologia, dessa forma  eu tento manipular o que esta mais próximo de mim.

O que eu quero dizer com isso? O máximo que eu conseguir levar de informações para o público que me segue, vou fazer, pois percebo que muitas questões simples  sobre a psicologia podem ser respondidas e dessa forma talvez as pessoas comecem a se dar conta que a psicologia pode estar mais próxima e que ela é uma aliada para o bem estar de todos.


Ok, vamos para o assunto do dia:



Por que será que seu “santo” não bateu com seu psicólogo?




Quando vamos iniciar uma psicoterapia é interessante que nos identifiquemos com o terapeuta, pois independente da abordagem que o mesmo segue, o vínculo é parte principal para o bom andamento da terapia.

Hoje quero falar um pouco das abordagens que os psicólogos usam a fim de compreender melhor individuo, pois ás vezes a abordagem utilizada pelo mesmo, não veio de encontro com seu perfil, mas antes de tudo, ressalto que não existe uma abordagem certa ou errada, cada uma contribui com um saber a fim de embasar teoricamente como o profissional vai lidar com a situação trazida pela pessoa.
Mas o que é uma abordagem a final? É a teoria e técnica, que vai embasar cientifica e tecnicamente, o método que o psicoterapeuta utilizará para desenvolver o trabalho. Isso de dá por intermédio de um teórico,  com o intuito de compreender o individuo a fim de auxiliá-lo na busca do seu desenvolvimento.

Vou tentar de maneira simples e bem resumida trazer algumas delas, dentro das muitas que existem as mais conhecidas e tradicionais são Analise Comportamental, Cognitivo comportamental, Psicanálise, Analítica (Junguiana)  e as  Humanistas.

A abordagem Comportamental ou Análise do comportamento; Trabalha em termos de comportamentos, tudo dentro dessa teoria é um comportamento. Acredita que a pessoa  se comporta pela conseqüência de comportamentos anteriores. É uma abordagem de cunho educativo e diretivo.

A Cognitivo-Comportamental (TCC), assim como a anterior é educativa também, toma como base a teoria da Comportamental. Também é mais diretiva, o diferencial é que esta considera o pensamento. Este é um tipo de psicoterapia mais ativa, em que o psicoterapeuta participa ativamente e convoca o paciente a pensar sobre determinados assuntos entre as sessões. Para a TCC o pensamento modifica o comportamento, já para a Análise do Comportamento o pensamento é uma classe de comportamento.

A abordagem em Psicanálise; Tem como teórico principal Freud, esta é conhecida por ter uma característica na qual muitas vezes o psicoterapeuta utiliza um Divã e fica de costas para o analisando, ela trabalha com o inconsciente e com conceitos como id, ego, superego, pulsões, transferências e contra transferências.  É um método para o tratamento de distúrbios neuróticos que proporciona uma série de informações psicológicas. É uma teoria que procura descrever a origem dos transtornos mentais, o desenvolvimento do homem e de sua personalidade, além de explicar a motivação humana. Com base neste corpo teórico, Freud desenvolveu um tipo de psicoterapia. O número de sessões semanais é variável e normalmente os processos terapêuticos levam anos.

A abordagem Analítica, mais conhecida como Junguiana, que tem como teórico central Carl Jung, fundador da psicologia analítica e discípulo de Freud, passou a se dedicar profundamente aos meios pelos quais se expressa o inconsciente. A psicoterapia junguiana tem como metas terapêuticas não só a conscientização das emoções, mas dos conflitos não aceitos, expressos muitas vezes por meio de doenças e sofrimentos. Tem como meta principal ajudar o indivíduo a retornar à sua essência de afeto, liberdade e bem-estar, ou seja, o resgate de sua condição humana, individual, natural e sem deformações. Os analistas junguianos utilizam dos sonhos dos pacientes como meio de análise. O tempo de terapia é variável.

Já a abordagem Humanista abarca conceitos apropriados da filosofia, tais como existencialismo e fenomenologia. E está mais centrada em acolher o sujeito em sua singularidade, importando-se menos com o sintoma (o que/transtorno/doença) e mais com o que o provoca (o como), o modo de o sujeito funcionar no mundo. Acredita nas potencialidades do ser humano e na sua capacidade de autorregulação, ou seja, o próprio indivíduo encontra formas de buscar se desenvolver, desde que tenha um ambiente que facilite.
Ainda dentro da abordagem humanista temos a Gestalt Terapia que é um braço do humanismo: É pautada na doutrina holística, na fenomenologia e no existencialismo. Baseada no "aqui-e-agora", a Gestalt Terapia tem como foco levar as pessoas a restaurar o contato consigo, com os outros e com o mundo. Por ser considerada uma abordagem humanista, acredita na capacidade do ser humano em se auto-realizar e de desenvolver seu potencial. O tempo de terapia é variável.

Psicodrama: Baseia-se na teoria da espontaneidade e na teoria dos papéis. A primeira está ligada à criatividade, e a segunda, a um conjunto de várias possibilidades de identificação do ser humano. Os papéis psicodramáticos expressam as distintas dimensões psicológicas do eu (self) e a versatilidade potencial de nossas representações mentais. A técnica utilizada é a dramatização de situações vivenciadas ou sentidas. O tempo de terapia é variável.

Após ter claras as diferenças entre as abordagens psicológicas, é importante observar qual delas vai de encontro com o seu perfil, considerando suas necessidades e desejos. E ressaltar que a empatia com o profissional que vai lhe acompanhar é o mais relevante.

É importante esclarecer o porquê que seu “Santo” não bateu com seu psicólogo:  Isso foi por conta do tipo da abordagem que ele utiliza ou você acredita que ele não pareceu tão empático e por isso você descartou a chance de criarem vínculos?




Entenda que um dos passos para uma boa análise é também estabelecer uma relação genuína com seu terapeuta, entender todas as coisas que te incomodam em relação a ele e talvez você tenha que discutir isso em sessão com o mesmo para entender melhor essa situação.
Fiquem atentos e depois de respondida as questões verifiquem se há a necessidade  de encontrar outro que se adéqüe melhor a seu estilo e suas expectativas,pois já que a psicoterapia é um momento seu, você tem que se sentir o mais à vontade possível, com segurança e confiança para que tudo flua rumo ao desenvolvimento e bem-estar.

Fontes de pesquisa: http://www.einstein.br/einstein-saude/bem-estar-e-qualidade-de-vida/Paginas/escolha-a-melhor-linha-terapeutica-que-se-adapte-ao-seu-perfil.aspx
http://www.clinicacuidarte.com.br/abordagens-psicologicas-sao-caminhos-distintos-que-levam-ao-mesmo-lugar/

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