Psicoterapia para loucos?! Que loucura!

Atualmente parece comum as pessoas se interessarem por Psicologia, elas demonstram vontade em conversar sobre os assuntos que abarcam a humanidade e o por quê dos comportamentos.
Mas o que mais me impressiona ainda é o fato das pessoas acharem que psicoterapia ainda é somente para “loucos”, na verdade na minha profissão pensar a loucura é mais complexo do que imagina-se, mas em fim isto é tema para outro texto.

As vezes me pergunto de quem é a culpa por a Psicologia ser vista desta forma. Será que isso se deve aos próprios profissionais na divulgação da profissão? Ou as pessoas têm medo de admitir que não sejam perfeitas, que é necessário buscar e explorar ainda mais de si? Boa pergunta!

De primeira instancia me faz pensar que essa visão seja algo de ordem cultural também , pois não temos uma cultura preventiva, por exemplo, muitos de nós não procuramos o médico para fazer uma baterias de exames periodicamente, os hospitais vivem cheios de pacientes, sendo que este cuidado deveria ser o último estagio, pois os hospitais deveriam acolher situações agudas, mas que comprovadamente muitas situações se agravaram por falta de cuidados primários e que acabaram  se tornando  agudas, por falta de prevenção com a saúde.


E ai eu faço um paralelo com psicoterapia, ir ao psicólogo,  é uma maneira de cuidar da nossa saúde mental, e ir falar do meu eu abertamente, a um  estranho á mim, contar minhas angustias e tentar lidar com elas parece muito difícil, mas quando o caso se torna agudo,  depois de ter passado por várias situações,  em último lugar eu chego ao psicólogo, muitas vezes transtornado, já em situação extrema por falta de cuidados primários, ou seja, por não ter buscado um autoconhecimento, trabalhado minhas angústias, sendo assim por não ter olhado para dentro de mim de forma cuidadosa, desencadeio  uma depressão, síndromes, estresses e entre outros.

E desta maneira sim, a psicoterapia acaba por tornar-se um cuidado para “loucos”. Com isso convido a refletir sobre a importância do autocuidado e autoconhecimento para não chegar nas situações extremas e quem sabe o ano de 2016 pensar em si, possa estar incluso na sua lista de atividades para este ano e assim talvez esta atitude poderá mudar o rumo de sua história.

Bem vindo a 2016!

Psicóloga Suzidália

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